Chega aos cinemas, “Marcia Haydée – uma vida pela dança”, filme sobre a vida e obra de uma das artistas mais importantes da dança no século XX

A brasileira que mudou a história do ballet no mundo e já dividiu os palcos com bailarinos como Nureyev e Baryshnikov

 

Veja o trailer aqui!

 

“Não é apenas um filme de ballet, mas, sim, o filme de uma mulher que viveu plenamente dentro e fora dos palcos”

Marcia Haydée.

 

 

Reconhecida como uma das referências internacionais da dança do século XX, Marcia Haydée ganha documentário biográfico, idealizado por sua irmã Monica Athayde, produzido por Marco Altberg, através da Indiana Produções, em parceria com a Globo Filmes e a GloboNews. O filme “Marcia Haydée – uma vida pela dança“, dirigido por Daniela Kallmann, com roteiro de Julia de Abreu e trilha sonora original de Mariana Camargo, chega aos cinemas nacionais no dia 18 de abril, com exibições nas capitais Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Hoje, aos 81 anos, Marcia continua ativa e está à frente da direção do Ballet de Santiago, no Chile, além de atuar como coreógrafa para outras companhias internacionais.

 

“Foi um prazer, uma alegria e um grande aprendizado fazer um filme com e sobre a Marcia Haydée. Trazer suas lembranças e seu exemplo para as novas gerações é necessário para a formação artística das nossas plateias”, declara Marco Altberg.

 

O documentário celebra oito décadas de vida de Haydée e chega às telas para contar a história da única bailarina brasileira a ser reverenciada nos mais importantes teatros do mundo. Entre eles, estão o Bolshoi (Moscou), Opera  (Paris); Covent Garden  (Londres), Staatsoper  (Berlin);Bunka Kaikan (Tóquio); além de Metropolitan Opera House  (Nova York);Lincoln Center  (Washington); Colon (Buenos Aires) e Teatro Municipal de Santiago, no Chile. No Brasil,  Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Teatro Municipal de São Paulo.

 

“Além da Marcia bailarina, diretora de ballet e coreógrafa, queremos mostrar a pessoa que está por trás dos palcos. A Marcia generosa, que tem uma energia incrível e que, mesmo depois dos 80 anos, continua trabalhando incessantemente ao redor do mundo”, conta Monica Athayde.

 

Sua trajetória marcada pela dedicação à dança é entremeada por depoimentos de nomes brasileiros como Bibi Ferreira, Ana Botafogo e Deborah Colker. Além de renomados artistas internacionais como Reid Anderson, diretor artístico do Stuttgart Ballet e, Tamas Detrich, ex-bailarino solista e diretor artístico da mesma companhia, onde Marcia trabalhou por quase metade de sua carreira; Luz Lorca, diretora adjunta do Ballet de Santiago, no qual a bailarina é a diretora atualmente, e ainda da mesma Cia, Andrezza Randisek, bailarina solista e, Pablo Nuñes, cenógrafo e figurinista. John Neumeier, coreógrafo e diretor artístico do Hamburg Ballet também dá seu testemunho no filme.

 

O documentário começou a ser elaborado há mais de 6 anos, quando Monica decidiu começar suas pesquisas nos acervos da irmã. O material selecionado traz momentos da bailarina no Rio de Janeiro, na Alemanha e no Chile, onde morou e desenvolveu sua carreira.  Imagens dos anos 50, na casa de seus pais, marcam o momento em que Marcia conhece Michael Powell, diretor do célebre filme Red Shoes, que impulsiona sua ida para a Europa.

 

Após o lançamento nas salas de cinema, o filme será exibido nos canais GloboNews e Curta!, que contou com a participação do Fundo Setorial do Audiovisual – Ancine/BRDE.

 

Sobre a dançarina

Marcia Haydée, nascida em Niterói, estado do Rio de Janeiro, começa as aulas de ballet aos 3 anos. Aos 12 já fala em ser a melhor bailarina do mundo. Aos 16 se muda para Londres para estudar na Royal Ballet School. Lá conhece o coreógrafo sul-africano John Cranko, diretor do Stuttgart Ballet, na Alemanha, e se torna sua discípula. Em Stuttgart, Marcia se torna primeira bailarina e, após a morte precoce de Cranko, passa a dirigir a companhia.

 

Foi ao interpretar espetáculos como “Carmen”, “Romeu e Julieta” e “A megera domada” que Haydée tornou-se reconhecida mundialmente. Foi aclamada como a Maria Callas da dança, por sua grandeza nas interpretações em cada papel que lhe era oferecido. A bailarina escolhe então não ter filhos e se dedicar exclusivamente à carreira e, mesmo quando à frente da companhia alemã como diretora, continua a ser disputada por grandes coreógrafos, como Glen Tetley, Jí Kylián, William Forsythe, Maurice Béjart e John Neumeier.

 

 

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